5 prioridades estratégicas para profissionais de marketing em 2026
Em 2026, o marketing enfrentará uma pressão intensa por resultados mais evidentes, decisões mais inteligentes e relações mais transparentes com os clientes. Em um contexto de maior complexidade tecnológica, limitações de dados e concorrência acirrada, triunfar não será uma questão de fazer mais, será uma questão de fazer melhor.
As prioridades a seguir constituem um guia prático para marcas que buscam se desenvolver de maneira sustentável, harmonizando tecnologia, dados, criatividade e confiança.
1. Incorporar a IA de maneira abrangente ao marketing
A inteligência artificial não é mais uma promessa para o futuro, mas uma habilidade fundamental. Além de automatizar tarefas, a IA deve permitir que as equipes dediquem mais tempo e energia a decisões estratégicas e à geração de valor.
Áreas em que a IA tem maior impacto:
• Planejamento e execução: automatização de segmentações, testes de variação de conteúdo e otimização de campanhas em grande escala.
• Análise e insights: entendimento detalhado do comportamento do consumidor, reconhecimento de padrões e identificação de causas de desempenho.
• Personalização autêntica: envio de mensagens e experiências ajustadas a contextos, canais, dispositivos e perfis de audiência.
Em 2025, marcas estabelecidas não utilizarão a IA como uma ferramenta isolada, e sim como um componente integrado ao fluxo de trabalho de marketing.
2. Aprimorar a maneira de avaliar resultados e desempenho
A jornada do consumidor atual é muito complexa para ser medida pelos métodos tradicionais. Tomar decisões baseadas apenas na eficiência ou na conversão final é uma abordagem míope.
A nova perspectiva sobre a medição abrange:
• Abordagem mais atualizada para a modelagem do mix de mídia, incluindo novos canais e métricas como atenção, duração da exposição e experiência.
• Os KPIs estão alinhados à jornada, com métricas específicas para cada etapa: awareness, consideração, engajamento e conversão.
• Atribuição múltipla, considerando que os resultados são resultado da interação entre vários pontos de contato.
O foco muda para compreender o impacto real, e não apenas o volume.
3. Trocar eficiência pura por geração de valor
Buscar apenas eficiência operacional pode reduzir custos, mas raramente constrói marcas fortes. O crescimento sustentável exige foco em relevância, qualidade e relacionamento.
O que muda na prática:
- Qualidade acima de quantidade, priorizando conteúdos, canais e parcerias que geram confiança.
- KPIs mais profundos, como engajamento, lealdade, tempo de interação e ações com significado real.
- Times e parceiros mais qualificados, capazes de equilibrar resultados de curto prazo com visão estratégica de longo prazo.
Em 2025, marcas vencedoras não disputarão apenas atenção — disputarão preferência.
4. Colocar privacidade no centro das estratégias de mídia e dados
Privacidade deixou de ser apenas uma obrigação legal e passou a ser um pilar de confiança. Consumidores esperam clareza, respeito e responsabilidade no uso de seus dados.
Boas práticas essenciais:
- Minimização de dados, coletando apenas o necessário e descartando informações de forma responsável.
- Transparência total, com comunicação clara sobre como e por que os dados são utilizados.
- Conformidade contínua, garantindo que ferramentas, plataformas e parceiros sigam regulações como GDPR e CCPA.
Privacidade bem tratada não limita o marketing — fortalece a marca.
5. Assumir controle sobre a qualidade e transparência dos dados
Decisões ruins geralmente começam com dados ruins. Em um ambiente cada vez mais fragmentado, garantir consistência e confiabilidade é indispensável.
Prioridades nessa frente:
- Padronização interna, unificando dados entre plataformas e eliminando inconsistências.
- Colaboração com parceiros, alinhando métricas, metodologias e expectativas.
- Adoção de padrões do mercado, como os promovidos por entidades reconhecidas (IAB, IAB Tech Lab, MRC), assegurando comparabilidade e credibilidade.
Dados claros geram decisões melhores — e decisões melhores constroem vantagem competitiva.